COVID-19: devo tomar a vacina contra pneumonia?

A preocupação com o coronavírus tem levado muita gente, principalmente os idosos, a buscar a proteção contra outras doenças respiratórias. Com a campanha de vacinação da gripe em pleno vapor, cresce também a procura pela vacina contra a pneumonia.

Mas será que é válido tomar essa vacina por conta da pandemia? Os médicos são categóricos ao afirmar que nenhuma dessas vacinas funciona como prevenção à Covid-19. Então, qual seria a vantagem de se imunizar neste momento?

A vacina contra a gripe é trivalente e protege contra os três vírus que mais circularam no hemisfério sul em 2019: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2). Nas clínicas particulares, é possível obter a versão tetra, que garante a proteção contra mais um tipo B da gripe. Por enquanto, a campanha está focada em grupo prioritários, como idosos e trabalhadores da saúde.

Já a vacina contra a pneumonia é a pneumo 13, que, na rede pública, é oferecida a pessoas em alto risco – como pessoas com HIV, pacientes oncológicos, transplantados, entre outros casos específicos. Depois, é ministrada uma dose de reforço, desta vez da vacina pneumocócica 23, no intervalo de seis meses a um ano.

“A vacina previne a pneumonia por um tipo de bactéria que se chama pneumococo. A pneumonia bacteriana é uma das complicações que uma pessoa com coronavírus poderia ter. Depois da infecção pelo vírus, poderia se instalar uma infecção bacteriana secundária e causar pneumonia”, explica a pneumologista Simone Prezotti.

Para a médica, pessoas acima de 60 anos, mesmo aquelas sem doença crônica, deveriam recorrer a essa vacina. “Ela, contudo, não protege nem aumenta a resistência à infecção pelo coronavírus. Está recomendada para prevenir o adoecimento por doença causada por esta bactéria e/ou complicações secundárias em caso de infecção pelo coronavírus”, ressalta.

É o mesmo pensamento, diz Simone, em relação à vacina da gripe. “A gente não quer que a pessoa fique doente de outra coisa que possa vir a agravar o estado de saúde dela. Por isso, não podemos nos esquecer do restante do calendário vacinal como um todo. O coronavírus está aí, mas as outras doenças não param. Todas as vacinas têm que estar em dia. A gente não quer ter gripe, nem meningite, nem pneumonia…”, destaca.

Para a pneumologista Waleska Cintra, pessoas saudáveis acima de 60 anos não têm indicação formal para tomar a vacina anti-pneumocócica. “A vacina é recomendada para aquelas acima de 60 anos portadoras de doenças crônicas, os imunossuprimidos e com fatores que aumentam o risco de infecção, como alcoolismo, tabagismo, asma. Bom lembrar que a Covid-19 não causa doença grave em todos os infectados, mesmo idosos”.

Imunidade x COVID-19: qual é a relação?

Quando nosso sistema imunológico está em baixa, o corpo fica mais suscetível a infecções e ao desenvolvimento de doenças desagradáveis. Não é à toa que pessoas com o sistema imune comprometido sofrem ainda mais com patógenos e doenças oportunistas.

Para driblar a problemática da imunidade e ficar bem longe de consequências desastrosas dos vírus, é essencial fortalecer o sistema imune. Além de se alimentar e dormir bem, a vacinação é uma ação extremamente bem-vinda para melhorar a resposta do sistema imune.

Mas como isso pode ajudar com o coronavírus, afinal? Acontece que a imunização evita uma série de doenças que podem comprometer o organismo e deixá-lo fraco – abrindo portas para a infecção do novo vírus.

Então, a imunização surge como uma importante aliada para prevenir problemas sérios relacionados com o COVID-19.  

Fonte: A Gazeta

Deixe um comentário